![]() Regulação, financiamento, inovação e capacidade produtiva foram tratados como partes de uma mesma agenda no III Seminário de Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica Nacional (DIFAN), realizado pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) em 25 de agosto, em Brasília. Distribuída em quatro mesas-redondas e no Painel do Especialista, a programação percorreu o ambiente regulatório, os mecanismos de financiamento, o estímulo à inovação, o fortalecimento da produção nacional, a dinâmica do mercado farmacêutico e a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram da programação representantes do Ministério da Saúde, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também estiveram presentes a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), além de executivos de laboratórios de capital nacional, que participaram dos debates e moderaram parte dos painéis.
A primeira mesa-redonda tratou do papel da indústria farmacêutica nacional como setor estratégico para a sustentabilidade do SUS. Sob moderação de Juliana Megid, diretora de Relações Institucionais do Grupo EMS, participaram Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS); Thiago Campos, diretor da DIRE5 (Quinta Diretoria da Anvisa); Thiago de Mello Moraes, coordenador-geral de Ciências da Saúde, Biotecnológicas e Agrárias (CGSB/SEPPE/MCTI); e Luis Felipe Giesteira, secretário-adjunto de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC/MDIC).
À tarde, o crescimento sustentável, a inovação e o desenvolvimento da produção nacional orientaram a terceira mesa-redonda, moderada por Eder Maffissoni, diretor-presidente da Prati, Donaduzzi & Cia e conselheiro da Alanac. Compuseram a mesa Uallace Moreira, secretário da SDIC/MDIC; Carla Reis, chefe do Departamento do Complexo Econômico-Industrial e de Serviços de Saúde do BNDES (DECISS); Dra. Julieta Palmeira, gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep; e Walker Lahmann, diretor-executivo da Eurofarma e diretor vice-presidente da Alanac.
Ainda na parte da tarde, o Painel do Especialista trouxe o Dr. Clayton Macedo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), para uma análise dos impactos clínicos e de saúde pública do ecossistema de medicamentos manipulados. A participação ampliou o debate sobre os diferentes aspectos relacionados a esse segmento, trazendo uma perspectiva médica e científica para a discussão e contribuindo para uma reflexão mais ampla sobre seus efeitos e desafios no contexto da saúde pública.
A quarta mesa-redonda encerrou a programação técnica com os avanços e as perspectivas para o futuro da Anvisa. Sob moderação de Leonora Coimbra, diretora de Assuntos Regulatórios e Relações Governamentais do Grupo Hypera e diretora vice-presidente da Alanac, o painel reuniu Daniela Cerqueira, diretora da DIRE2 (Segunda Diretoria da Anvisa); Allan Nuno, diretor-adjunto da DIRE5; e Mateus Amâncio, secretário-executivo da CMED. A discussão percorreu temas centrais da agenda regulatória e da política de preços de medicamentos.
Em sua terceira edição, o DIFAN consolida-se como espaço de interlocução e de construção de agendas para a indústria farmacêutica nacional. Ao aproximar poder público, autoridades regulatórias, instituições de fomento, setor produtivo e especialistas, o seminário amplia o debate sobre os fatores que condicionam a inovação, a capacidade produtiva, o ambiente regulatório, o acesso a medicamentos e a sustentabilidade do sistema de saúde. A primeira edição pautou o fortalecimento institucional da Anvisa — do déficit de pessoal à busca por certificações internacionais — e a saúde como fronteira estratégica para o desenvolvimento do país. A segunda aprofundou os desafios regulatórios e as políticas públicas do setor. Nesta terceira, o eixo foi a atuação coordenada entre os diferentes elos do complexo econômico-industrial da saúde. |