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Votação de inibidores de apetite causa polêmica

03 de Setembro de 2014

Votação de inibidores de apetite causa polêmica

O senador Humberto Costa (PT-PE) informou, após a aprovação do projeto que libera a venda de inibidores de apetite com anfetaminas (PDS 52/2014), ainda não ter decidido se apresentaria recurso contra a votação. Como a matéria foi aprovada de maneira simbólica, Humberto chegou a pedir votação nominal, mas o senador Jayme Campos (DEM-MT), que presidia a sessão, esclareceu que isso não seria mais possível, já que o resultado havia sido proclamado.

Para Humberto, no entanto, até a leitura da matéria seguinte na pauta de votação, o pedido seria possível.

- Eu pedi a verificação de votação dentro do período adequado. Tenho certeza, inclusive, de que posso até perder esta votação, mas não acho que seja correto que se dê um encaminhamento que não seja em consonância com o Regimento – disse Humberto, contrário à suspensão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu os inibidores com anfetaminas.

Humberto Costa foi o único a se manifestar contra a liberação dos inibidores de apetite. Todas as outras intervenções foram favoráveis ao projeto de decreto legislativo.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que é médico, classificou a proibição como "desrespeito" com as pessoas que precisam desse tipo de medicamento.

- Há uma análise científica e há uma análise política. O critério que se defende é que existem dois mecanismos para diminuir a obesidade mórbida: a cirurgia ou o inibidor de apetite. Então, não há porque abrirmos mão de um instrumento muito menos invasivo, que é o uso do medicamento - argumentou.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), farmacêutica, lembrou que foram realizadas várias audiências públicas sobre o assunto, com a participação de especialistas da área de saúde. Para ela, a resolução da Anvisa não reflete a opinião da maioria.

- Sei que o Brasil tem sido, no mundo, um dos campeões de prescrição e de utilização dos inibidores de apetite. Mas a culpa disso não e da população. Portanto, não pode ser a população, principalmente os obesos, que, não tendo outro caminho para emagrecer, necessitam desse tipo de medicação, a pagar, muitas vezes, por aquele médico que prescreve uma receita.

Fonte: Agência Senado


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