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ALANAC - Notícias do Setor

Hypermarcas lucra 11 vezes mais no 1ยบ tri com a venda de ativos

28 de Abril de 2016

Por: Dayanne Sousa e Marcelle Gutierrez

Lucro líquido da empresa atingiu R$ 1,008 bilhão; na divisão farmacêutica, vendas superaram as estimativas de mercado

A Hypermarcas registrou um lucro líquido de R$ 1,008 bilhão ao final do primeiro trimestre de 2016, um resultado 11 vezes acima do reportado no mesmo intervalo de 2015, de R$ 90,7 milhões. O lucro da companhia foi impulsionado pela entrada de recursos referentes à venda da sua divisão de cosméticos à americana Coty, um negócio avaliado em R$ 3,8 bilhões, anunciado em novembro.

Além da venda de ativos na área de cosméticos, a Hypermarcas também se desfez de sua divisão de preservativos, vendida em janeiro para o grupo britânico Reckitt Benckiser por R$ 675 milhões. Os movimentos foram feitos para reduzir o grau de endividamento da empresa e concentrar seus esforços na divisão farmacêutica.

Desconsiderando o efeito da venda de ativos, o lucro líquido das operações continuadas, que considera os ativos do setor farmacêutico, foi de 117,8 milhões, alta de 2,7% no primeiro trimestre de 2016 ante os primeiros três meses de 2015. O lucro das operações continuadas foi afetado por um aumento das despesas financeiras.

A companhia reportou despesas financeiras líquidas de R$ 148,7 milhões no primeiro trimestre de 2016, valor 22,6% acima do mesmo período de 2015. A empresa diz que a alta se deve ao pré-pagamento de dívidas.

Os resultados do primeiro trimestre de 2016 da Hypermarcas mostraram um desempenho de vendas melhor do que o esperado por analistas do mercado. Em relatórios, profissionais destacaram a receita líquida de R$ 827 milhões das operações continuadas entre janeiro e março, crescimento de 12% ante os mesmos meses de 2015.

“O crescimento de receita ficou muito acima da nossa expectativa e do consenso”, comentaram os analistas do UBS, em relatório. Eles lembrar que uma parte dessa alta pode ser explicada por uma antecipação das compras de medicamentos pelo varejo para fazer estoque antes de um reajuste de preços autorizados em abril. Os analistas do UBS consideram que a receita também foi beneficiada por lançamentos de novos medicamentos e por esforços de marketing da empresa.

 

Fonte: O Estado de São Paulo


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