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ALANAC - Notícias do Setor

Medicamentos serão reajustados em até 12,5%

10 de Março de 2016

Por: Stella Fontes

Pela primeira vez em mais de dez anos, o governo federal vai determinar um índice máximo de reajuste para medicamentos acima da inflação. Segundo cálculo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), a partir da divulgação ontem do chamado fator Y, que inclui variáveis como câmbio e preço da energia, os medicamentos poderão ficar até 12,5% mais caros a partir de 31 de março.

O anúncio oficial do governo relativo ao reajuste máximo ainda não ocorreu. Porém, é possível calcular o índice que será aplicado a partir do IPCA acumulado em 12 meses até fevereiro e de outros três fatores, que medem produtividade, concorrência e custos da indústria. Conforme a Interfarma, como a produtividade foi negativa, o governo determinou apenas uma faixa de reajuste para todo o setor, cujos preços são controlados.

A inflação entre março de 2015 e fevereiro deste ano medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 10,36%. Já a produtividade negativa, segundo a associação, indica que a mão de obra contratada produziu menos que no ano anterior e, diante disso, o fator foi anulado.

Já o fator Y adicionou 2,14 pontos percentuais ao IPCA, em decorrência da desvalorização do real frente ao dólar e dos aumentos no valor da energia elétrica, que pressionaram os custos da indústria farmacêutica e ganharam peso na composição do índice de reajuste.

Em nota, o presidente-­executivo da Interfarma, Antônio Britto, chama a atenção para o fato de o percentual de aumento autorizado ser superior à inflação. "O cálculo do governo mostra com clareza que até a indústria farmacêutica, normalmente menos prejudicada por crises econômicas, está sendo atingida pelo momento difícil que o Brasil enfrenta", diz.

O aumento, destaca a associação, deve ser percebido gradualmente pelo consumidor, conforme as farmácias renovarem seus estoques.

 

Fonte: Valor Econômico.


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