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ALANAC - Notícias do Setor

Hypermarcas e Ambev têm revisões

03 de Março de 2016

Por: Renato Rostás, Cibelle Bouças e Juliana Machado

A previsão de que a Hypermarcas vai atingir sua meta de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no ano e a entrada de recursos pela venda do negócio de fraldas levou o UBS a aumentar o preço-­alvo estimado para as ações da empresa, de R$ 28,58 para R$ 31. A recomendação foi mantida em compra.

Nas contas dos analistas Gustavo Oliveira, Guilherme Muller e Alejandra Obregon, responsáveis pelo relatório do banco, o Ebitda da Hypermarcas deve atingir R$ 1,1 bilhão em 2016, em linha com as estimativas da própria empresa. Para eles, o reajuste de 10% nos preços regulados, menores descontos e a consequente diluição de custos fixos devem ajudar a elevar as margens.

Além disso, a companhia conta com escala, marcas fortes, capacidade de distribuição, conhecimento do ambiente regulatório e gastos baixos com aquisições. Esses fatores ajudam a tornar o investimento interessante, avalia a instituição.

"No médio prazo, as margens da Hypermarcas são sustentáveis. Nossa análise de forças competitivas no setor sustenta a expectativa de margem bruta estável e alta na margem Ebitda", comentam os analistas.

O UBS também acredita que a empresa conseguirá vender a operação de fraldas por cerca de R$ 1,85 bilhão, gerando cerca de R$ 2,80 em valor por ação.

Já o BTG Pactual fez a revisão de um peso­pesado da bolsa brasileira, a fabricante de cervejas Ambev. O banco reduziu em 2,5% o preço­alvo estimado para as ações da companhia neste ano, de R$ 20 para R$ 19,50. A recomendação continua "neutra".

Em relatório, os analistas Thiago Duarte e Jose Luiz Rizzardo, justificaram a redução com a piora do cenário de vendas de cervejas e refrigerantes no Brasil.

Os especialistas reconheceram que a Ambev tem apresentado um desempenho acima da média dos seus pares, tanto em venda de cervejas quanto de refrigerantes. No entanto, a companhia apresenta desaceleração no ritmo de crescimento e piora na qualidade dos lucros, o que justifica a redução do preço­-alvo.

A inflação da cerveja medida pelo IPCA­15 também mostrou que as indústrias estão absorvendo parte dos custos e do aumento de carga tributária, o que pressiona margens de lucro. A inflação da cerveja acumulada em 12 meses até fevereiro é de 10,6%, sendo inflação de 11,4% para vendas em bares e restaurantes e de 8,1% nos preços de consumo em domicílio. A inflação geral no período foi de 10,8%.

No front internacional, a controladora da Ambev recebe avaliação mais otimista. O UBS elevou o preço-­alvo dos papéis da AB InBev de € 121 para € 133, mantendo recomendação de compra. Segundo relatório, a decisão segue expectativas de melhora no crescimento de volumes do grupo e acréscimo do lucro por ação com a transação ainda pendente da SABMiller.

Além disso, prossegue o UBS, o crescimento do fluxo de caixa livre da companhia oferece suporte a um retorno com dividendos ("dividend yield") de 3% a 4%. O câmbio permanece um risco­chave para a empresa.

"Nossas previsões para a AB InBev continuam sem mudanças após os resultados de 2015 da empresa, mas elevamos o preço­alvo para refletir um incremento de valor de 10 euros por ação da SABMiller", destaca o relatório.

 

Fonte: Valor Econômico.


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