Pesquisar

ALANAC - Notícias do Setor

Diagnosticado com vĂ­rus, professor morre no Rio

03 de Março de 2016

Por: Clarissa Thomé

Terceiro caso relatado no País, docente recebeu atendimento em posto há 8 dias; para a família houve negligência

A Secretaria de Estado de Saúde investiga a morte do professor universitário Bruno Rodrigues de Almeida, de 37 anos, por suspeira de zika. Professor de Direito Constitucional da Universidade Federa do Rio de Janeiro, ele foi atendido em um posto de saúde de Niterói, no Grande Rio, onde morava, e recebeu o diagnóstico de suspeita de zika, há oito dias. Hipertenso e diabético, Almeida despertou na segunda-feira, com forte mal-estar. Morreu antes que pudesse ser socorrido. Para a família, houve negligência no atendimento do posto de saúde do bairro Engenhoca, que liberou o professos. “Foi totalmente incompetência”, afirma o irmão, o designer gráfico Gustavo Almeida.

Almeida começou a ter os primeiros sintomas na segunda-feira, dia 22 – febre, dores no corpo, diarreia. Apesar de ter plano de saúde, procurou um posto de saúde por acreditar que os médicos estariam mais familiarizados com casos de dengue e zika. “No posto, constataram que ele estava com zika, deram soro e o mandaram para casa. No dia seguinte, ele tinha muita dificuldade para se locomover, as juntas doíam, parecia que estava paralisando. Deram mais soro, antibiótico e o mandaram para casa novamente”, contou o professor Paulo Cosme, seu colega na Rural. “É lamentável o que aconteceu. A saúde pública não deu atenção,” afirmou.

Até às 19 horas, a Secretaria de Saúde de Niterói não havia se manifestado sobre o caso. Oficialmente, foram confirmadas pelo Ministério da Saúde duas mortes por zika no País, com base em exames laboratoriais: uma em São Luís (MA) e outra em Benevides (PA).

 

Fonte: O Estado de São Paulo.


Associados