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ALANAC - Notícias do Setor

‘Mercado brasileiro é importante para a Shire’

15 de Fevereiro de 2016

Por: Catia Luz

Entrevista com Alison Joslyn, vice-presidente da Shire para América Latina

A britânica Shire, farmacêutica especializada em doenças raras, quer ampliar sua presença no Brasil e está em busca de parcerias para intensificar as colaborações internacionais em pesquisas. Com receita global de US$ 6 bulhões, a Shire tornou-se alvo de aquisição no ano passado por ser uma das poucas especializadas em doenças genéticas. Das 7 mil doenças raras já identificadas, apenas 5% têm tratamento, segundo Alison Joslyn, vice-presidente do grupo para América Latina.

Por que o Brasil está no radar da farmacêutica Shire?

O Brasil é um dos maiores mercados da América Latina e tem um potencial de expansão para a Shire. Identificamos um grupo pequeno de pessoas na cidade mineira de Capelinha diagnosticado com a doença de Fabry (doença genética, de difícil tratamento, que provoca danos irreversíveis como isquemia cardíaca, cerebrovascular e renal) e começamos a fazer tratamento adequado a essas pessoas.

A companhia negocia parceria de desenvolvimento de medicamentos com o governo brasileiro?

Estamos abertos a conversas, mas não temos negociação em andamento neste momento. Temos interesse em cooperações neste sentido. A aprovação de estudos clínicos (que testa a segurança e viabilidade de um medicamento) no Brasil ainda é demorado em relação a países da Europa e nos EUA, por exemplo. Nesses países, a aprovação demora 90 dias. No Brasil, leva de 12 a 15 meses.

A Shire pretende ter uma fábrica na América Latina?

Não há planos. A Shire tem escritório no Brasil, Argentina, Colômbia e México e concentra em Boston (EUA) suas operações em pesquisas. O Brasil é um mercado muito importante para expandir a possibilidade de tratamentos.

 

Fonte: O Estado de São Paulo


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