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ALANAC - Notícias do Setor

Remédios para emagrecimento são vendidos sem receita em GO

27 de Janeiro de 2016

Na busca por emagrecer de forma rápida, muitas pessoas acabam comprando remédios de forma irregular, recorrendo à internet e aplicativos de mensagens para adquirir as substâncias sem precisar apresentar receitas. O uso desses medicamentos pode causar prejuízos à saúde, como problemas cardíacos. Em Goiânia, até medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são comercializados livremente.
 
Em sites e redes sociais, é possível encontrar dezenas de anúncios de venda da sibutramina, remédio usado para combater a obsidade, mas que só pode ser vendido com receita médica. Entre os efeitos colaterais estão o prejuízo ao pensamento, julgamento e habilidade motora.
O Jornal Anhanguera 1ª edição exibe esta semana a série Brigando com a Balança, com reportagens que trazem histórias de pessoas que conseguiram perder peso.
 
Em uma rede social, um vendedor confirma que vende sibutramina sem receita. Ele cobra R$ 120 por 30 capsulas, além do frete. Entretanto, indica outro medicamento que seria ainda mais poderoso no combate aos quilos indesejados: anfepramona.
 
Esse outro medicamento, custa R$ 150, com 30 capsulas, além do frete. E o vendedor ainda garante: “Tomar duas vezes ao dia perde até 10 kg por mês”. Ao ser questionado sobre os efeitos colaterais, o homem responde que o produto “te deixa mais elétrica”, além de dar insônia.
 
Por fim, o vendedor diz que todos os sintomas são normais e duram “só até você se acostumar nos primeiros dias”. E reforça, dizendo que a pessoa fica sem apetite algum. Para provar que consegue entregar o medicamento, ele tira até fotos das capsulas. Assim como a sibutramina, o anfepramona age no sistema nervoso central, inibindo o apetite.
 
De acordo com a Vigilância Sanitária, a justificativa para limitar ou até proibir a venda de alguns emagrecedores é que os riscos cardíacos são muito grandes.
 
Morte
A estudante Carolina Martins Moura, de 17 anos, morreu após fazer uso de sibutramina. De acordo com a mãe da adolescente, a advogada Maria Beatriz Martins, a filha se jogou do 11º andar de um prédio devido à depressão e alucinações causadas pela substância.
 
O caso aconteceu no dia 19 de setembro. Carolina morava em Uberaba (MG) na casa da avó. Segundo a mãe, a garota não estava feliz com o próprio corpo e se achava sempre acima do peso. “Anos atrás, ela usou medicamento para emagrecer, viu que não fez bem, veio até mim e se abriu. Ela não podia fazer uso desse tipo de remédio, pois tinha pressão alta, então desistiu, pois viu que não estava fazendo bem”, disse.
 
Após começar a tomar sibutramina sem o conhecimento dos familiares, a garota chegou a ter alucinações. Horas antes da morte, ela e a mãe se falaram por telefone. “Ela me ligou e disse que estava tendo alucinação. Ela falava que via a prima na sala, que ouvia ela conversar, mas que quando ia lá, não tinha ninguém”, contou Maria Beatriz.
 
Horas depois dessa conversa, a mãe conta que a filha se jogou da janela do quarto e acabou morrendo. “Todo mundo é um pouco egoísta, você nunca quer perder ninguém, uma pessoa que você ama, um filho e da forma como foi... é um vazio que fica”, desabafou.
 
Fonte: G1 


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