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ALANAC - Notícias do Setor

Morre jovem que aguardava pílula do câncer no interior

20 de Novembro de 2015

Por: JOSÉ MARIA TOMAZELA 
 
Liminar dada pela Justiça para o fornecimento das cápsulas ao paciente estava entre as que foram anuladas pelo TJ-SP
 
SOROCABA – O músico Bruno Cauã Ramos, de 27 anos, que foi à Justiça para conseguir cápsulas da fosfoetanolamina sintética, conhecidas como 'pílulas do câncer', morreu nesta sexta-feira, 20, em Botucatu, interior de São Paulo, sem ter conseguido usar a substância.
 
A liminar dada pela Justiça para o fornecimento das cápsulas estava entre as que foram anuladas pela decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, no último dia 11, determinando à Universidade de São Paulo (USP) a suspensão do fornecimento do composto. De acordo com o TJ, a substância não foi testada em seres humanos e pode acarretar graves consequências aos pacientes.
 
A mãe de Bruno, Ana Rosa Natale, de 54 anos, chegou a fazer greve de fome em outubro, em frente ao Instituto de Química da USP em São Carlos, na tentativa de receber as cápsulas. Na ocasião, ela contou ao Estado que o filho havia apresentado câncer de pele em 2011, mas controlou a doença com tratamento. No início deste ano, a doença voltou mais forte e os médicos detectaram 13 tumores em sua cabeça.
 
O músico estava sendo tratado no Hospital do Câncer de Jaú, porém, sem chances de cura, segundo os médicos, ela decidiu recorrer às cápsulas da USP.
 
Conhecido pelo nome artístico de Bruno Kayran, o músico apresentava-se em bares e casas noturnas da cidade e era bastante requisitado. Desde que ficou doente, os amigos acompanhavam seu drama pela página na rede social “vamos salvar a vida do Bruno Kayran”, mantida pela mãe.
 
Desde a proibição da fosfoetanolamina pelo TJ, a página abrigava também uma petição pública coletando assinaturas de apoio a um recurso especial visando à liberação da substância pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A mãe usou a rede social para comunicar a morte do filho e a página ganhou uma tarja de luto.
 
Fonte: O Estado de São Paulo 


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