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ALANAC - Notícias do Setor

Oncologista alerta que fosfoetanolamina ainda precisa passar por estudos

13 de Novembro de 2015

O pesquisador Sandro Martins, oncologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), disse que a fosfoetanolamina é uma substância promissora no que diz respeito ao tratamento do câncer, mas alertou que a droga ainda precisa passar por ensaios clínicos para determinar se é segura para uso humano.
 
Ele disse que a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) não recomenda a prescrição médica do produto até que seu uso seja recomendado por pesquisas formais.
 
O pesquisador participa de audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família a respeito do uso do produto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), no tratamento de câncer, e que teve sua distribuição suspensa pela Justiça até que seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Martins explicou para os deputados da comissão as fases dos testes que os medicamentos precisam ser submetidos até serem considerados comprovadamente seguros e eficazes. “O medicamento é conhecido e ainda não foram observados os efeitos colaterais no ser humano. Mas isso não significa que eles não existam. Não sabemos os efeitos dele em seres humanos. É preciso ainda saber qual a dosagem, se o medicamento é eficaz. Se for preciso ingerir 7 kg para fazer o efeito, não estamos diante de um medicamento promissor”, disse.
 
Parentes e pessoas em tratamento também participam da audiência pública e pedem a liberação do produto. Walter Bittar, da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag), defendeu a liberação e disse que o medicamento pode dar esperança a muitas pessoas, e comparou ainda o uso da fosfoetanolamina à fé. “Os pacientes têm que ter o direito a ter uma esperança. Essa substância é similar à fé das pessoas na cura. Não podemos dizer que a droga é de fato eficaz, mesmo porque não temos estudos relevantes para isso, mas podemos defender o direito à vida”, disse.
 
Fonte: Câmara Notícias 


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