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ALANAC - Notícias do Setor

Novo titular da Saúde reduz espaço de petistas

15 de Outubro de 2015

Por: GUSTAVO URIBE e CATIA SEABRA 
 
Nomes do segundo escalão da pasta são trocados por indicados do PMDB
O recém-nomeado ministro Marcelo Castro já negociava substituições antes de assumir o posto
 
Com a troca no comando do Ministério da Saúde, que passou a ser chefiado pelo PMDB, o PT teve o seu espaço reduzido nos cargos de segundo escalão da pasta. O encolhimento, com cortes de nomes ligados ao partido, começou no final da semana passada.
 
Mesmo antes de assumir o comando da pasta, o agora ministro da Saúde, Marcelo Castro, já negociava a substituição de petistas por indicados do PMDB, sobretudo que fizeram parte da administração do ex-peemedebista José Gomes Temporão, titular do ministério no segundo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Nesta quarta (14), Castro exonerou a sanitarista Ana Paula Menezes, ligada ao PT de Pernambuco, da secretaria-executiva. Em seu lugar, nomeou o também sanitarista José Agenor da Silva, indicado pelo PMDB de Minas.
 
Na semana passada, o ministro exonerou da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), responsável por projetos de acesso à saúde, Lumena Furtado, ex-secretária na gestão petista em Mauá (SP).
 
Para o seu lugar, ele convidou o médico Alberto Beltrame, que ocupou o posto na administração do PMDB à frente da pasta. Os dois cargos eram chefiados por nomes de confiança do ex-ministro Arthur Chioro, petista ligado a Lula.
 
As trocas incomodaram líderes petistas, que criticaram a concessão da pasta ao PMDB pelo modelo de "porteira fechada". Pela fórmula, o titular do ministério indica os ocupantes de toda a estrutura. Castro afirma que "esse é um governo de coalizão" e que sua equipe não será "exclusivamente" do PMDB.
 
Outro alvo de conflito entre PT e PMDB é o comando da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), vinculada à Agricultura. Os peemedebistas defendem a saída do petista Mário de Lima Morais da presidência, o que preocupa o PT, que considera o posto uma trincheira de resistência ao PSDB no Estado.
 
O PT também perderá o comando dos Correios e do Sebrae, que será entregue ao ex-ministro Guilherme Afif Domingos (PSD), e deve deixar a presidência da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), posto importante da sigla no Nordeste.
 
Fonte: Folha de São Paulo


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