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ALANAC - Notícias do Setor

Lucro da Johnson & Johnson cai quase 30% no 3ยบ trimestre

13 de Outubro de 2015

Por: Tatiane Bortolozi 
 
SÃO PAULO - O conglomerado americano Johnson & Johnson (J&J) registrou lucro líquido de US$ 3,36 bilhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 29,3% em relação a igual período de 2014.
 
O câmbio foi o principal fator de pressão sobre as receitas do grupo farmacêutico e de higiene pessoal, mas a companhia elevou a perspectiva de lucro ajustado para o ano.
 
A receita líquida da fabricante caiu 7,4% no trimestre encerrado em setembro, para US$ 17,1 bilhões, com recuo em todas as regiões de atuação. Na Europa, receita diminui 14,5% no trimestre, somando US$ 3,8 bilhões, e no restante do mundo ocidental — menos Estados Unidos — houve baixa de 19,6%, para US$ 1,46. Na região que engloba a Ásia-Pacífico e a África, as vendas recuaram 9,3%, para US$ 3,04 bilhões.
 
Ao todo, as receitas internacionais somaram US$ 8,31 bilhões, baixa de 13,7%. Nos Estados Unidos, a companhia apurou queda de 0,6% nas vendas, para US$ 8,79 bilhões.
 
A receita da divisão de consumo totalizou US$ 3,31 bilhões no trimestre, retração de 7,7% sobre um ano antes. 
 
Apesar do crescimento operacional de 3,1%, a conversão de moedas teve efeito negativo de 10,8%. Entre os destaques positivos estiveram os analgésicos Tylenol e Motrin, os produtos para a pele Neutrogena e a linha de saúde bucal Listerine.
 
Na unidade de produtos farmacêuticos, a receita caiu 7,4%, para US$ 7,69 bilhões. O resultado operacional diminuiu 0,3% e o câmbio teve efeito negativo de 7,1%.
 
Na divisão de aparelhos médicos, responsável pelas lentes de contato Acuvue, a receita recuou 7,3%, para US$ 6,09 bilhões.
 
Nova projeção
A J&J elevou a projeção de lucro por ação em 2015 para uma faixa entre US$ 6,15 a US$ 6,20. 
 
A projeção anterior ficava entre US$ 6,10 e US$ 6,20 por papel.
 
A companhia anunciou também um programa de recompra de ações no valor de até US$ 10 bilhões. Não há um limite de tempo para o programa, que pode ser suspenso por alguns períodos ou encerrado a qualquer momento.
 
A companhia financiará a recompra por meio de emissão de dívida.
 
Fonte: Valor Econômico 


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