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ALANAC - Notícias do Setor

Farmácias tentam atrair vendas em beleza

10 de Agosto de 2015

Maior rede de farmácias no País, a Raia Drogasil não sentiu, no segundo trimestre, a retração que o mercado brasileiro vem experimentando. Pelo contrário: a empresa viu sua receita subir 22,9%, para R$ 2,3 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado. Nas lojas abertas há mais de um ano, o crescimento chegou a 14,7%. Segundo o presidente da Raia Drogasil, Marcilio Pousada, parte deste resultado se deve ao mercado de higiene e beleza.
 
Seguindo de perto o modelo da britânica Boots, a rede vem expandindo as lojas de sua rede para focar na venda de medicamentos - item que o consumidor, especialmente o de idade mais avançada, não pode deixar de consumir nem mesmo em tempos de aperto econômico - e também de itens de cuidados pessoais. Neste último segmento, a ordem não é só melhorar a oferta de produtos, adicionando opções mais sofisticadas nas prateleiras, como maquiagem. A estratégia é brigar também no quesito preço, especialmente num momento em que o consumidor pensa muito mais antes de comprar.
 
Segundo Pousada, com 1.142 unidades espalhadas pelo Brasil, sendo 127 abertas nos últimos 12 meses, a Droga Raia e a Drogasil têm condições de brigar com os supermercados e hipermercados pela preferência do consumidor. “Temos sete centros de distribuição no Brasil, e as marcas entregam os produtos diretamente a eles, o que gera ganhos de escala para ambas as partes. Às vezes, o nosso preço é mais barato (do que nos supermercados).”
 
Conveniência. Segundo analistas de mercado, no entanto, a principal vantagem competitiva das farmácias é a conveniência. Especialmente em tempos de dinheiro curto, estar perto do cliente quando ele resolve gastar é fundamental. É por isso, diz o executivo da Raia Drogasil, que as novas lojas são abertas em esquinas movimentadas - para que fiquem bem visíveis. “A nossa expansão é determinada pela geografia. Se identificamos um local em que queremos estar, fazemos todos os esforços para abrir uma loja.”
 
Fonte: O Estado de São Paulo


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