Pesquisar

ALANAC - Notícias do Setor

Raia Drogasil vê espaço para expansão de lojas a partir de 2016

03 de Agosto de 2015

Por Cibelle Bouças 
 
SÃO PAULO - A Raia Drogasil informou, em teleconferência para analistas, que a abertura de 38 lojas no segundo trimestre e fechamento de 5 unidades está mais relacionada a uma gestão dos pontos de venda e que o esforço de expansão orgânica da rede será feita a partir de 2016.
 
“A companhia neste momento está se preparando para poder acelerar o plano de expansão em 2016. Acredito que, a partir do próximo ano, a expansão de lojas será possível”, afirmou Eugênio de Zagottis, vice¬presidente de relações com investidores da Raia Drogasil.
 
O executivo acrescentou que, tradicionalmente, as redes de drogarias concentram a abertura de lojas no quarto trimestre. Mas, a companhia tem feito esforços para equilibrar o processo de inaugurações ao longo dos trimestres. Ele acrescentou que a empresa tem conseguido melhores condições de aluguel de lojas, em função do cenário macroeconômico mais difícil e o consequente fechamento de lojas em outros segmentos do varejo.
 
A companhia encerrou o segundo trimestre com 1.142 lojas, ante 1.015 no segundo trimestre de 2014. Desse total, 544 lojas são da bandeira Raia e 588 são lojas Drogasil e Farmasil, sendo a maioria Drogasil.
 
“Quando houver espaço para a expansão, isso terá que ser feito com cuidado. A empresa já acelerou a prospecção de lojas, está com mais contratos do que tinha no ano passado. Agora a empresa vai fazer um trabalho para formar mais gerentes e abrir lojas com qualidade”, acrescentou.
 
Ainda de acordo com Zagottis, a expansão será concentrada ainda nas redes Raia e Drogasil. 
 
Para a rede Farmasil, a companhia ainda avalia que perfil a bandeira terá no futuro, para não competir diretamente com as outras duas bandeiras. “Acredito que a Farmasil vai ajudar na expansão do mercado em regiões periféricas de grandes centros urbanos. Os bolsões periféricos serão atendidos pela Farmasil principalmente na oferta de genéricos”, disse.
 
O executivo acrescentou, ainda, que não há interesse em novas aquisições no momento. 
 
“O preço de oferta de algumas redes não faz sentido para um grupo como o nosso, que cresce bem organicamente”, afirmou Zagottis. 
 
Fonte: Valor Econômico


Associados