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ALANAC - Notícias do Setor

Acesso a medicamentos é maior entre brancos e moradores do Sul/Sudeste

03 de Junho de 2015

Por Alessandra Saraiva – 02 de junho de 2015
 
RIO - O acesso a medicamentos no país é maior entre a população branca, escolarizada e moradora da região Sudeste. Os dados constam do segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) referente a 2013 e divulgados nessa terça¬feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
No Brasil, 30,7 milhões de pessoas procuraram algum atendimento de saúde nas duas semanas anteriores à entrevista do IBGE. Das pessoas que conseguiram atendimento de saúde, exceto serviço de marcação de consulta, 64,8% tiveram algum medicamento receitado, ou 19,3 milhões de pessoas; dessas, 82,5% conseguiram obter todos os medicamentos prescritos.
 
Entretanto, nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual de acesso a todos os medicamentos prescritos foi menor do que o da média nacional, de 75,8% e de 80,8%.
 
Ao mesmo tempo, as grandes regiões restantes mostraram fatia acima da média nacional, como Sudeste (83,1%), Sul (84,8%) e Centro-Oeste (83%).
 
O IBGE também apurou que a parcela de pessoas de cor branca que obtiveram todos os medicamentos foi maior (84,2%) do que o percentual entre pessoas de cor parda (80,4%). 
 
O levantamento também mostrou percentual mais elevado entre pessoas com superior completo (88,88%); do que entre a população sem instrução ou com fundamental incompleto (79,9%).
 
Apenas pouco mais de um terço, 33,2%, ou 6,4 milhões de pessoas, conseguiu obter pelo menos um dos medicamentos receitados no serviço público de saúde.
 
O IBGE explicou ainda que, no caso do Programa Farmácia Popular, menos de um terço das pessoas que tiveram medicamento prescrito, ou 21,9% (4,2 milhões de pessoas), informou ter obtido pelo menos algum deles, por meio do programa.
 
Outro aspecto mencionado pelo instituto foi o de interação de hospitais. De acordo com a PNS 2013, das 200,6 milhões de pessoas residentes no país, 6%, ou 12,1 milhões, ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores ao da elaboração da pesquisa. Desse total, 65,7% tiveram esse atendimento por meio do Sistemas Único de Saúde (SUS).
 
Fonte:  Valor Econômico


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