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Arábia Saudita assina acordo que agiliza compra de carne bovina brasileira

10 de Novembro de 2015

Prelisting permite habilitar, de forma mais rápida, frigoríficos interessados em exportar para aquele país
 
Com o objetivo de agilizar a habilitação de plantas e intensificar o comércio bilateral, a Arábia Saudita assinou nesta segunda-feira (9) acordo de prelisting - listas pré-autorizadas de estabelecimentos exportadores - para a carne bovina brasileira. A medida é resultado do fim do embargo ao produto, anunciado nesta manhã durante reunião entre a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o CEO da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA), Doutor Mohammed Al-Meshal.
 
Kátia Abreu: missão à Arábia Saudita tem bons resultados
 
O prelisting confere maior celeridade à habilitação das plantas frigoríficas interessadas em vender carne bovina ao país. O acordo foi possível graças aos bons resultados da missão técnica de auditoria realizada pelos árabes em junho nos estabelecimentos brasileiros.
 
No prelisting, a autoridade sanitária do país exportador verifica os estabelecimentos que atendem aos requisitos exigidos e os indica como aptos à exportação - o que, na prática, representa uma autorização automática para as empresas. O país importador poderá, a qualquer tempo, realizar missões de auditoria para verificar a conformidade das normas.
 
Com o acordo, a ministra Kátia Abreu espera maior agilidade e menos burocracia, a fim de dar início às vendas “o mais rapidamente possível”.  “O prelisting indica a credibilidade dos serviços de inspeção do Ministério da Agricultura. É um sinal de confiança para o mundo”, destacou.
 
Com o fim do embargo e a assinatura do prelisting, agora cabe às empresas brasileiras manifestarem interesse em exportar carne para a Arábia Saudita. Em seguida, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa verificará quais estabelecimentos atendem aos requisitos sanitários do país.
 
O setor estima que a abertura do mercado saudita represente potencial de exportação de 50 mil toneladas de carne ao ano, o que equivale a aproximadamente US$ 170 milhões.
 
Fonte: Ministério da Agricultura


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