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Pressionada pelo PMDB, Dilma estuda mudan├žas na Casa Civil

17 de Setembro de 2015

Por VERA ROSA E TÂNIA MONTEIRO 
 
Em conversas reservadas, o nome que voltou a ser citado para o comando da Casa Civil é o da ministra da Agricultura, Katia Abreu (PMDB); presidente, porém, ainda não bateu o martelo sobre essa troca. 
 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff vai mexer no núcleo duro do governo e reforçar a articulação política, na tentativa de aprovar as novas medidas de ajuste fiscal no Congresso. Interlocutores da presidente disseram ao Estado que Dilma está sendo cada vez mais pressionada pelo PMDB para substituir Aloizio Mercadante na Casa Civil.
 
Em conversas reservadas, o nome que voltou a ser citado para o comando da Casa Civil é o da ministra da Agricultura, Katia Abreu (PMDB). Dilma, porém, ainda não bateu o martelo sobre essa troca. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará nesta quinta em Brasília, quer que ela chame para a Casa Civil o titular da Defesa, Jaques Wagner.
 
Na segunda-feira, governadores da base aliada que se reuniram com a presidente pediram mudanças urgentes na articulação política do governo com o Congresso. Alegaram que, diante do agravamento da crise política e econômica, Dilma não aprovará as medidas para reequilibrar as contas públicas se não mexer no coração do governo. Mercadante estava presente.
 
O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, passará a cuidar do relacionamento com o Congresso, ao lado do assessor especial da Presidência, Giles Azevedo. Berzoini já foi ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, no primeiro mandato de Dilma.
 
O modelo em estudo pelo Planalto, agora, prevê o fortalecimento da Secretaria Geral da Presidência, que hoje cuida da relação com os movimentos sociais e é ocupada por Miguel Rossetto.
 
Uma das ideias é que a articulação política seja transferida para a Secretaria Geral da Presidência, com Berzoini à frente da pasta. Nesse caso, a Secretaria de Relações Institucionais seria extinta ou ficaria sob o guarda-chuva da Secretarial Geral.
 
Fonte: O Estado de São Paulo


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